O Bradesco acelerou a transformação para se tornar um banco mais leve, combinando escala digital, crescimento de receita e expansão do crédito sem elevar o risco. O movimento é destacado pelo CFO Cassiano Scarpelli.
Desde a chegada de Marcelo Noronha à presidência, no fim de 2023, o banco vem reduzindo a presença física e ganhando produtividade. A meta é manter o equilíbrio entre operações digitais e lojas presenciais.
No primeiro trimestre, o lucro líquido recorrente atingiu 6,8 bilhões de reais, com alta de 16,1% frente ao mesmo período de 2023. As receitas somaram 36,9 bilhões, aumento de 14,1%.
A margem financeira com clientes ficou acima de 9%, enquanto a eficiência caiu para 46,9%. Os resultados refletem a reestruturação de áreas de crédito e o reforço em tecnologia e IA.
Com foco em hiperpersonalização, o Bradesco busca crescer dentro de seu fair share, sem apostar em expansão agressiva. Hoje, 99% das transações são digitais, segundo o CFO.
Paralelamente, a rede física encolheu: de cerca de 7 mil unidades para pouco mais de 3 mil. O banco passou a realizar quatro vezes mais horas de desenvolvimento de sistemas desde o fim de 2023.
No portfólio, o Bradesco mantém crescimento em financiamentos de veículos, consignado e linhas garantidas, mantendo o objetivo de reduzir riscos e manter rentabilidade estável.
Em termos operacionais, o banco deixou de depender de agências para sustentar a receita, buscando maior eficiência sem sacrificar a presença física estratégica.
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