Os Correios registraram prejuízo de 3,158 bilhões de reais no 1º trimestre de 2026, alta de 83% frente ao mesmo período de 2025, apontam dados da empresa. O resultado evidencia piora na geração de caixa e no desempenho financeiro, mesmo com queda de receita.
No acumulado do trimestre, a receita líquida ficou em 3,85 bilhões de reais, queda de 2,3% ante o 1º trimestre de 2025. Já as despesas gerais e administrativas tiveram aumento expressivo, passando de 1,22 bilhão para 2,26 bilhões de reais, elevação de 85%.
As despesas financeiras subiram de 282 milhões para 985 milhões de reais no mesmo comparativo, contribuindo para o déficit. A estatal atribui a deterioração à redução de receitas de serviços postais tradicionais, inflação que eleva custos operacionais, reajustes salariais e passivos judiciais, além da concorrência em logística.
No ano anterior, 2025, os Correios acumularam prejuízo de 8,5 bilhões de reais e recorreram a um empréstimo de 12 bilhões de reais junto a um consórcio de bancos, com garantia da União, para tentar viabilizar um plano de reestruturação. A instituição cita ainda pressão sobre a geração de caixa e sobre resultados causada pela conjuntura setorial e administrativa.
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