Quase um mês após a reunião entre Donald Trump e Luiz Inácio Lula da Silva, o Brasil volta a enfrentar a possibilidade de tarifação que pode impactar a economia. A medida decorre de uma investigação comercial motivada pela classificação de facções criminosas como organizações terroristas.
Segundo especialistas, a apuração deve pressionar o uso do Pix, sistema de pagamentos instantâneos, com motivos que vão além do embate político. O Pix, apontam, apresenta vantagens financeiras para empresas e consumidores, o que pode influenciar o equilíbrio de custos no setor financeiro brasileiro.
As afirmações são feitas por Rodrigo Simões, economista e professor da Faculdade do Comércio. Ele aponta que o Pix é um fenômeno global que afeta o faturamento de empresas de processamento de pagamentos, já tendo resultando em perdas estimadas em cerca de R$ 2 bilhões para companhias associadas ao varejo de pagamento.
Contexto econômico e tecnológica
Analistas ressaltam que há interesse de diversos países em replicar o modelo brasileiro de pagamentos instantâneos. Estudos e conversas internacionais — especialmente na Ásia e na União Europeia — indicam potencial de adoção de soluções de liquidação rápida, o que amplia o foco de governanças e regulações sobre sistemas de pagamento.
A discussão, ainda segundo o especialista, é predominantemente econômica, envolvendo vantagens competitivas entre mercados e impactos no fluxo de receitas de empresas de processamento de pagamentos com cartão. O tema envolve, portanto, tanto aspectos técnicos do sistema quanto dinâmicas de mercado globais.
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