O mercado de automóveis em maio de 2026 registrou queda de 0,8% nas matriculações, totalizando 111.894 unidades. O desempenho é visto como indicativo de desaceleração, ainda que o acumulado do ano mantenha expansão de 5,9%. A projeção é chegar a 1,2 milhão de veículos vendidos até o final do exercício, aproximando-se das cifras pré-pandemia.
Os dados são apresentados pela associação de fabricantes (Anfac), pelos concessionários (Faconauto) e por vendedores e reparadores (Ganvam). O grupo aponta que maio de 2025 foi excepcional, influenciado por fatores sazonais e pelo efeito dana, mas ressalta que, sem esses efeitos, o mercado continua saudável.
O setor destaca que a demanda de pessoas físicas ajudou a sustentar o mercado, com alta de 4,5% nas compras de particulares em maio, totalizando 47.796 unidades. Apesar disso, há cautela em relação ao cenário externo e à volatilidade de preços de energia.
Tendência e perspectivas
A tecnologia elétrica segue como principal motor do mercado. Veículos com tecnologia BEV ou PHEV somaram 25.790 unidades em maio, alta de 18%, correspondendo a 23,1% da produção mensal. No acumulado, os modelos elétrificados chegam a 111.387 unidades, aumento de 43,6% nos cinco primeiros meses de 2026.
Entre os híbridos, HEV registrou alta de 17,6% em maio, mantendo a preferência de 46% do segmento no mês. O peso desses modelos reforça a mudança de mix do mercado, com foco em opções de emissão reduzida e maior eficiência.
No top de marcas, Toyota liderou maio com 9.656 unidades (+2,7%). Em seguida, Volkswagen ficou com 7.086 (-4,7%) e Renault, com 7.048 (+0,8%). Entre os modelos, o Dacia Sandero manteve posição de maior venda acumulada, mas recuou 20,9% frente ao ano anterior.
Surpresa do mês ficou com o Hyundai Tucson, com 2.561 unidades vendidas e crescimento de 41,3%. O desempenho do modelo indica dinamismo em segmentos de utilitários esportivos, mesmo diante da tendência de desaceleração observada no mês.
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