O Nubank informou que o executivo Rob Livingston assumirá o cargo de diretor financeiro (CFO) em 13 de julho. Guilherme Lago permanece até 31 de agosto para apoiar a transição, após o que deixará o cargo e passará a atuar como conselheiro especial da diretoria executiva da Nu Holdings e do Comitê de Auditoria e Riscos.
Livingston traz mais de 30 anos de experiência no setor financeiro, tendo atuado como CFO para a América do Norte na Visa e em cargos de Finanças Corporativas e Relações com Investidores. Antes, ocupou posições na Visa Europe e foi membro do conselho da Visa Limited.
Lago deixa o cargo após sete anos na função de CFO, afirmando ter contribuído para a transformação do Nubank de uma empresa com foco em poucos produtos para um grupo multiexperimental e multicanal. O fundador e CEO, David Vélez, ressaltou que o processo de sucessão foi planejado de forma ordenada.
Mudança de liderança
Vélez destacou que a alteração não deve alterar a estratégia da empresa, que hoje é a maior instituição financeira privada do Brasil em clientes (cerca de 110 milhões). Ainda assim, o Nubank opera com lucros brutos menores, mantendo foco no Brasil e em oportunidades de crescimento.
O executivo também mostrou que o Nubank detém uma participação de mercado de crédito a pessoas físicas entre 8% e 9%, e menos de 15% no segmento de cartões de crédito. A empresa reforça o posicionamento de banco digital com custos competitivos por não possuir agências físicas.
Expansão internacional e futuro
A empresa tem acelerado a expansão internacional, com operações no México e na Colômbia, e busca licença bancária nos EUA, após aprovação condicional do OCC em janeiro. Vélez afirmou que o modelo de negócio tem potencial global, além de oportunidades significativas no Brasil.
Paralelamente, o Nubank anunciou a criação de um cargo de CFO para o Brasil, seguindo o modelo já adotado no México e na Colômbia. A nomeação para o novo posto será anunciada futuramente pela fintech.
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