O Banco do Japão recebeu um número significativo de pedidos para pausar ou desacelerar a redução das compras de títulos a partir do ano fiscal de 2027. As solicitações foram apresentadas na ata de uma reunião com investidores em títulos realizada em 21 e 22 de maio. A informação foi divulgada nesta terça-feira.
A ata registra posições dos participantes sobre o plano de redução de ativos, que será revisado pelo BOJ na reunião de 15 e 16 de junho, quando também será apresentado um novo desenho para o ano fiscal de 2027. A documentação reforça a expectativa de cautela na condução do aperto monetário do banco.
O tema central envolve o ritmo das compras de títulos públicos do Japão, que vêm sendo reduzidas gradualmente. Atualmente, o BOJ diminui as aquisições mensais em 200 bilhões de ienes a cada trimestre, em busca de um caminho de normalização sem desestabilizar o mercado.
Entre os relatos da ata, há visões para manter o ritmo atual de compras, mesmo após 2027, com um participante argumentando que o nível atual se aproxima do observado antes de 2013, quando o banco lançou um programa maciço de ativos.
Outra opinião sustenta a necessidade de manter a compra mensal para alinhar a moeda ao crescimento econômico, enquanto ao menos mais uma posição defende reduzir a compra em 100 bilhões de ienes ou 200 bilhões de ienes por trimestre.
Mudanças de tema: impactos e cenários
A ata aponta que manter o ritmo atual pode evitar pressões sobre o mercado monetário, mas pode exigir ajuste de saldo de reserva ao longo do tempo. O documento sinaliza, ainda, que o banco avaliará impactos macroeconômicos antes de confirmar novos planos. O foco continua em equilibrar estímulo histórico com a normalização gradual.
Entre na conversa da comunidade