À medida que as novas gerações assumem decisões patrimoniais, cresce o interesse por criptomoedas, tendência que já transforma o mercado financeiro. O tema foi debatido no painel Criptoativos com consciência: como separar hype de estratégia, no Fin4She Summit desta terça-feira.
O estudo do Bank of America, apresentado no evento, aponta mudança de comportamento entre Millennials e Geração Z. Entre investidores de 21 a 43 anos, 72% duvidam de retornos acima da média somente com ativos tradicionais. Entre quem tem mais de 44, esse percentual é de 28%.
Quase metade dos jovens já possui criptomoedas, e 38% demonstram interesse em investir. Os criptoativos aparecem como uma das principais oportunidades de crescimento patrimonial, ficando atrás apenas do mercado imobiliário. A pesquisa envolveu 1.007 participantes dos EUA.
Perfil dos investidores jovens e o papel das criptomoedas
Felipe Whitaker, diretor de Wealth Management do Mercado Bitcoin, aponta que a digitalização da economia e a queda da confiança em bancos centrais ajudam na adoção de criptoativos. Embora volátil, o potencial de valorização é destacado para o longo prazo.
Whitaker cita a valorização do bitcoin nos últimos cinco anos, superior a 80%, mesmo com uma queda de 30% em 2026. Ele reforça que a hipótese de o bitcoin zerar não ocorre, pois sempre haverá interessados que enxergam oportunidades.
Ana Luiza Fan, fundadora da Ana Fan Soluções Digitais, enfatiza a necessidade de distinguir ativos com fundamentos sólidos daqueles criados para especulação. Segundo ela, algumas criptomoedas são usadas para retirar dinheiro de investidores e descredibilizam o setor.
Fan orienta também sobre a alocação: dedicar apenas uma pequena parcela do portfólio às criptomoedas, dada a alta volatilidade, mesmo diante do potencial de rentabilidade.
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