A economia circular não é apenas reciclagem: é uma nova abordagem econômica que impacta investimentos, lucro e retorno. Relatórios recentes destacam seu papel na resiliência de negócios e na gestão de riscos de fornecimento.
Globalmente, o Circularity Gap Report 2026, elaborado pela Circle Economy e pela Deloitte Netherlands, aponta que a economia linear perde 25,4 trilhões de euros por ano. O dado representa quase 31% do PIB mundial.
Essa lacuna de valor resulta do descarte prematuro de produtos, da falta de reparo e reúso, e da subutilização de ativos. Indicadores tradicionais como o PIB não capturam essas perdas.
Panorama internacional
O estudo da IPBES, que reúne dados de 35 países, indica que manter o ritmo atual pode ameaçar até metade do PIB global conforme o clima e o ambiente se deterioram. A pesquisa reforça a necessidade de mudanças estruturais.
Para avançar, o relatório destaca três caminhos: retenção de valor, redesign de produtos e integração das cadeias globais. A transição pode reduzir riscos de fornecimento e fortalecer a competitividade.
Cenário brasileiro
O Circularity Gap Report 2024 aponta que o Brasil está em apenas 1,3% de circularidade. O desafio, segundo especialistas, não é mais o diagnóstico, mas implementação, coordenação e escala das soluções.
Beatriz Luz, presidente do Instituto Brasileiro de Economia Circular, assina a análise publicada. O texto ressalta que a economia circular envolve investimentos, novas medidas de lucro e retorno, além de cooperação pública e privada.
Olhar humano e diplomacia
Além de números, a análise aponta perdas em relações humanas e na comunicação entre setores. A diplomacia circular é apresentada como caminho para integrar interesses públicos e privados sem reproduzir modelos exploratórios.
O material enfatiza que a transição não é apenas tecnológica, mas social e institucional. A meta é evitar problemas antes que ocorram, mantendo o foco em soluções duradouras.
Conclusão informativa
Sem a economia circular, bilhões permanecem subaproveitados todo ano. Especialistas defendem que a mudança pode tornar negócios mais resilientes e reduzir impactos ambientais, com ganhos também para a regeneração do planeta.
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