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Regulação deve impulsionar ativos digitais no setor bancário

Regulação estável e infraestrutura comum devem acelerar a tokenização e a adoção de ativos digitais pelos maiores bancos brasileiros

Bancos apontam regulação como chave para acelerar mercado de ativos digitais no Brasil
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A regulação deve impulsionar ativos digitais nos bancos. O painel Do ceticismo ao produto, no TokenNation 2026, debateu a evolução regulatória e a construção de infraestrutura comum para ativos digitais. A mediação ficou a cargo da jornalista Fernanda Capelli, do BP Money. Participaram executivos de grandes bancos.

A executiva Larissa Moreira, gerente de projetos do Itaú Unibanco, afirmou que o mercado vive um ponto de inflexão, puxado pela demanda de clientes e pela maturidade regulatória brasileira. Ela disse que o setor se estrutura em três frentes: cripto, stablecoins e tokenização de ativos. A clareza regulatória seria essencial para atrair investidores institucionais.

Além disso, a profissional indicou que movimentos internacionais também influenciam o mercado. Citou discussões regulatórias nos Estados Unidos como potencial impacto positivo para o setor nos próximos anos. O painel sugeriu que o tema envolve mais do que regras: envolve cooperação e tecnologia.

Infraestrutura compartilhada pode acelerar a tokenização de ativos

Larissa enfatizou a necessidade de reduzir a fragmentação das redes atuais. Ela defende uma infraestrutura compartilhada com padrões de governança e protocolos comuns, para aumentar a liquidez e a interoperabilidade entre participantes.

A executiva destacou a importância de concentrar esforços em um ecossistema único, citando inspirações de projetos como o Drex para acelerar o desenvolvimento tecnológico no Brasil. O objetivo é criar uma base robusta para ativos digitais.

Gustavo Peron, especialista em Ativos Digitais do Banco Safra, afirmou que a regulação ganha cada vez mais importância. Segundo ele, regras claras ajudam a ampliar segurança jurídica, acelerar produtos e facilitar a escala de soluções em blockchain.

O executivo mencionou a atuação do Banco Central como determinante para a segurança jurídica das instituições. Temas como custódia, segregação patrimonial, privacidade e armazenamento de chaves demandam definições regulatórias. A clareza regulatória facilita avanços internos.

Peron ainda destacou o crescimento das stablecoins, incluindo o Safra Dólar, ativo lastreado ao dólar. Ele afirmou que diretrizes do Banco Central devem acelerar a implementação de soluções digitais nas instituições.

Participants avaliam que a evolução do mercado depende de três pilares: regulação, cooperação entre empresas e infraestrutura. Segundo eles, essa tríade é essencial para ampliar a presença de ativos digitais no sistema financeiro brasileiro.

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