O bitcoin caiu para a faixa de dois meses de mínima nesta quarta-feira, em meio a saídas em ETFs, menor apetite por risco e tensão entre EUA e Irã. O recuo confirma o cenário de pressão já presente no mercado de criptomoedas.
Por volta das 9h50, o BTC operava perto de US$ 66.900, com queda de cerca de 3% nas últimas 24 horas, segundo dados do CoinGecko. Em reais, o valor ficava em torno de R$ 338.000, conforme o CoinTrader Monitor.
A venda de 32 bitcoins pela Strategy, controlada por Michael Saylor, aumentou a pressão. A operação, ocorrida na última semana de maio, levantou US$ 2,5 milhões e corresponde a uma fração da posição da empresa, que reúne 843.706 BTC.
Essa movimentação chamou atenção por ser a primeira venda de grande porte desde o fim de 2022. O mercado já encarava fluxos negativas em produtos institucionais, com quase US$ 1 bilhão saindo de ETFs de bitcoin à vista entre segunda e terça.
Contexto de mercado
O ambiente externo segue desfavorável: queda de recentes negociações entre Washington e Teerã, alta do petróleo e dólar fortalecido. Dados fortes de empregos elevaram a probabilidade de juros mais altos nos EUA neste ano, prejudicando ativos sem geração de caixa.
Analistas apontam que o cenário de aversão ao risco atinge criptos com maior intensidade que ações de tecnologia. A relação entre petróleo, câmbio e juros cria um ambiente desafiador para o bitcoin.
No curto prazo, especialistas veem volatilidade entre US$ 65 mil e US$ 68,5 mil. Um rompimento menor pode ocorrer caso o petróleo siga em alta ou novas notícias agrave as tensões entre EUA e Irã.
Entre as principais altcoins, Ethereum recuava quase 5% a US$ 1.874,78. BNB caía 6,2%, para US$ 633,85. Solana operava em US$ 75,01, com baixa de 4,7%. XRP caía 1,9%, a US$ 1,23.
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