O bloqueio de cerca de 18% do orçamento das agências reguladoras federais soma R$ 22,1 bilhões em 2026, segundo anúncio do governo no fim de maio. A medida pode reduzir ações de fiscalização, investimentos em tecnologia e a prestação de serviços à população.
Entre os órgãos mais afetados estão ANTT, Anac e Aneel, cada um com impactos significativos em seus programas. Os cortes chegam à fiscalização, à modernização e a projetos estratégicos de cada setor.
Impactos por órgão
A ANTT acumula neste ano um bloqueio de cerca de R$ 57 milhões, caso que coloca em risco leilões de concessões e a fiscalização de transporte de passageiros e de cargas, além de iniciativas de modernização tecnológica.
Na Anac, o bloqueio de R$ 24 milhões deve reduzir em aproximadamente 40% as ações de fiscalização sobre companhias aéreas, aeroclubes e oficinas de manutenção aeronáutica.
A Aneel enfrenta restrição de R$ 34,3 milhões, o que pode comprometer operações de equipes próprias, deslocamentos e diárias, além de fiscalizações descentralizadas com 16 agências reguladoras estaduais conveniadas.
Contexto mais amplo
Especialistas apontam fragilidade histórica das agências reguladoras, com cortes recorrentes que limitam a atuação operacional. Custos de custeio e fiscalização costumam ser contingenciados, e muitos orçamentos permanecem defasados desde 2016.
Projetos de transformação digital e de modernização tecnológica estão sob risco, com possíveis atrasos que afetam a infraestrutura e a segurança de setores estratégicos como transporte, aviação e energia.
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