O presidente do Banco Central brasileiro, Galípolo, participou de modo remoto de uma plenária no Fórum de Lisboa nesta manhã. O tema foi a gestão de choques econômicos globais e o impacto no Brasil. O encontro é internacional e discute direito e atualidades.
Galípolo listou quatro grandes choques que marcaram os últimos anos: a pandemia de Covid-19, o tariff rate imposto por Donald Trump nos EUA, a invasão da Ucrânia pela Rússia e o conflito no Irã. O objetivo foi avaliar a resiliência da economia brasileira diante desses eventos.
Segundo Galípolo, o Brasil ficou relativamente mais protegido por características internas. Entre elas, a diversificação de parceiros comerciais e a autossuficiência em várias commodities são apontadas como vantagens. O uso de juros mais altos também foi citado como atrativo para investidores estrangeiros.
A autoridade destacou ainda a posição energética do Brasil, que exporta mais petróleo do que importa, como fator que reduz a exposição a crises relacionadas ao estreito de Hormuz. A matriz energética diversificada é apresentada como outro trunfo nacional em cenários de instabilidade.
O relato aponta que, mesmo com mudanças no cenário político externo, o Brasil demonstrou capacidade de enfrentar choques sem quedas abruptas. Galípolo argumentou que o país mantém fundamentos estáveis para atravessar volatilidades globais.
A jornalista viajou a convite da CNseg.
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