O Brasil abrirá o primeiro leilão de armazenamento de energia em baterias para o setor elétrico. A disputa terá duas fases, com critérios diferentes de nacionalização, conforme portaria publicada no Diário Oficial da União. O objetivo é contratar sistemas de baterias eletroquímicas em larga escala para reforçar o SIN.
O leilão, promovido pelo Ministério de Minas e Energia, visa ampliar a segurança energética ao armazenar energia e devolvê-la ao sistema nos picos de demanda. Os contratos terão 15 anos de duração, com início de fornecimento previsto para 1º de agosto de 2028, remunerados por receita fixa.
A prioridade de localização abrange barramentos em Alagoas, Bahia, Ceará, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Piauí e Rio Grande do Norte. A ideia é estimular projetos com maior conteúdo nacional e favorecer regiões do Nordeste e de Minas Gerais.
Detalhes e fases do leilão
A primeira data, 2 de dezembro, exigirá critérios de nacionalização segundo o Sistema CFI do BNDES. Já a segunda data, 4 de dezembro, ficará aberta a todos os projetos, sem essa exigência. A competição prevê contratos de disponibilidade de potência das baterias.
Expectativas e impactos
Estima-se que o modelo aumente a estabilidade do sistema elétrico, aproveitando melhor fontes renováveis. O incentivo à produção nacional de equipamentos estratégicos está entre os objetivos anunciados pelo governo. A iniciativa marca um marco para a modernização do setor.
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