A DeepSeek, startup chinesa de IA, prepara sua primeira rodada de captação. A operação busca cerca de 50 bilhões de yuans, ou US$ 7,4 bilhões, avaliando a empresa entre 350 bilhões e 400 bilhões de yuans (US$ 52–59 bilhões). A janela de financiamento ocorre nas próximas semanas.
O objetivo é medir o interesse de investidores estratégicos e institucionais da China, com a participação provável de nomes como Tencent e CATL. Se confirmados, eles seriam os maiores aportes externos já feitos na DeepSeek.
Investidores em pauta
Segundo a Reuters, a Tencent avalia investir 10 bilhões de yuans e a CATL espera aportar 5 bilhões. NetEase, JD.com e o fundo nacional de IA da China estariam em conversas finais. A rodada pode mudar termos e a lista final de compradores.
A DeepSeek já surpreende pelo tamanho da avaliação. A empresa, criada por Liang Wenfeng, deixou de lado o financiamento externo até então, financiando-se com capital próprio e lucros do hedge fund High-Flyer.
Contexto de mercado e estratégia
Em abril, a empresa sinalizou uma captação externa de pelo menos US$ 300 milhões e valuation acima de US$ 20 bilhões, mas a ambição cresceu desde então. A expectativa de fechamento é de semanas, mantendo a prudência sobre planos de abertura de capital.
A startup vem ganhando notoriedade mundial com seus modelos V3 e R1. O custo de treinamento de seus modelos, segundo a própria empresa, ficou em US$ 5,6 milhões, número usado para comparar com rivais globais. Ainda assim, o setor demanda investimentos contínuos em distribuição, talento e infraestrutura.
Desafios e cenário internacional
A corrida por IA migrou de chatbots de baixo custo para agentes mais complexos que exigem grande poder computacional. A DeepSeek, porém, continua enfrentando limitações de hardware por exportação de chips, o que influencia sua estratégia de atuação e financiamento.
A competição envolve grandes nomes globais, como OpenAI e Anthropic, além de players chineses como Alibaba, ByteDance e Tencent. A parceria entre financiar e impulsionar hardware nacional é apontada como vantagem de Pequim na agenda de autossuficiência tecnológica.
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