Marlene de Fátima Martins, 65 anos, administra uma loja de roupas em Belo Horizonte há mais de 30 anos e passou a investir em plataformas digitais para ampliar o alcance do negócio. Ela relata que a adaptação a novas tecnologias é o maior desafio enfrentado no momento.
Com o apoio da filha e de uma equipe que a ajuda, Marlene aprendeu a gerenciar Instagram, WhatsApp e o sistema de vendas online, ganhando mais autonomia. Ainda assim, cresce a sensação de exclusão por parte de quem encara a internet como algo distante.
A história de Marlene evidencia a necessidade de apoio e inclusão digital para empreendedores idosos, diante do crescimento da população sênior no Brasil, conforme dados do IBGE, que apontam maior presença dessa faixa etária no mercado de trabalho.
A importância do apoio familiar e institucional
O suporte familiar é decisivo para que os idosos se adaptem às tecnologias. No caso de Marlene, a filha acompanha a gestão das redes sociais e a implementação do caixa online, facilitando o processo.
Além do apoio familiar, políticas públicas e programas de capacitação são relevantes. A Universidade Aberta do Brasil oferece cursos gratuitos de informática e empreendedorismo para idosos, contribuindo com inclusão digital.
A inclusão digital envolve autonomia, autoestima e participação social. Mais apoio aos idosos no mundo digital pode ampliar sua contribuição para uma sociedade mais plural e aberta.
Desafios e oportunidades na era do Nolt
A era do Nolt mudou a forma de fazer negócios, exigindo aprendizado sobre plataformas, marketing digital e vendas online. Os desafios são significativos, porém as oportunidades são amplas.
Idosos costumam ter experiência, rede de contatos e forte vínculo com a comunidade local, atributos que podem sustentar negócios estáveis e inovadores quando bem aproveitados.
A mudança de mentalidade é essencial. Reconhecer o potencial de aprendizagem de todas as idades permite construir uma economia digital mais inclusiva e eficiente.
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