O primeiro leilão de contratação de baterias para o setor elétrico brasileiro terá duas disputas, com prioridade a projetos nacionais e a localização em Nordeste e Minas Gerais. O certame foi anunciado pelo governo federal e visa ampliar a segurança energética diante do crescimento de fontes renováveis.
A sessão de 2 de dezembro exigirá nacionalização mínima dos componentes, atendendo a critérios do Sistema CFI do BNDES, atendendo a pedidos de fabricantes locais como WEG, Moura e UCB. Em 4 de dezembro, a participação fica aberta a todos os projetos.
Formato do leilão
Serão negociados contratos de disponibilidade de potência com prazo de 15 anos, com início de fornecimento em 1º de agosto de 2028. A remuneração será por receita fixa anual, reajustada pelo IPCA, dividida em 12 parcelas.
Localização priorizada
Projeto com bonificação de localização terá vantagem conforme a metodologia da EPE. Locais prioritários: Alagoas, Bahia, Ceará, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Piauí e Rio Grande do Norte. Demais regiões poderão participar sem a bonificação.
Requisitos e participação
Os empreendimentos precisam atuar sob orientação do ONS para recarga e descarga, tanto na agenda diária quanto em tempo real. Requisitos técnicos incluem mínimo de 30 MW, operação contínua de 4 horas, eficiência de pelo menos 85% e recarga máxima de 6 horas.
Expectativas e impacto
Grandes players já manifestaram interesse, como Axia, Engie e ISA Energia, além de fabricantes chineses e investidores globais. A expectativa é acelerar o mercado de baterias para o setor elétrico, ampliando a confiabilidade da transmissão.
Contexto e metas
A EPE aponta que o Brasil poderia chegar a 1.600 MW em armazenamento até 2030, com 6.600 MW até 2035. Atualmente, há projetos-piloto e um empreendimento de 30 MW ligado à transmissão no litoral paulista.
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