O presidente da Febraban, Isaac Sidney, afirmou que a investigação dos Estados Unidos sobre o Pix não deve gerar alarde. Segundo ele, o sistema de pagamentos tem sido fundamental para a bancarização e não apresenta vantagem competitiva para empresas, ao contrário do que aponta a USTR.
Sidney criticou informações consideradas incompletas e disse que não há indícios de uso anticompetitivo ou de desvio de recursos. Ele garantiu que o Pix é bem regulado e que não há motivo para pânico entre instituições financeiras associadas à Febraban.
As entidades ligadas à Febraban estariam prontas para fornecer informações ao governo norte-americano, conforme o presidente. O meio de pagamento, segundo ele, tem contribuído para o aumento do consumo no Brasil.
Contexto internacional
A USTR propôs tarifas de 25% sobre a maioria das importações brasileiras, com exceções, citando atividades prejudiciais do Pix para empresas dos EUA. A informação de tarifas repercutiu como possível motivação para a análise do Pix pela autoridade norte-americana.
Sidney reiterou que o quadro não deve impactar significativamente o sistema de pagamentos brasileiro, mantendo a avaliação de que o Pix é amplamente regulado e essencial para a inclusão financeira no país.
O presidente da Febraban participou do Fórum de Lisboa, evento anual realizado em Portugal, conhecido informalmente como Gilmarpalooza, organizado pelo ministro do STF Gilmar Mendes.
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