A Raízen obteve apoio informal da maioria dos credores para a sua proposta final de reestruturação dentro da recuperação extrajudicial, segundo pessoas familiarizadas com o tema que falaram à Bloomberg News. O movimento representa um avanço para fechar o acordo.
A companhia enfrenta uma dívida estimada em 65 bilhões de reais. O objetivo é aprovar a reestruturação e permitir a continuidade das operações, com negociações entre credores locais e offshore em etapas distintas.
Alguns detentores de títulos locais, incluindo CRAs, já aprovam o plano em reuniões recentes. A etapa seguinte envolve acordos entre bancos e detentores offshore para a aprovação formal do plano, com prazo curto até o fim de maio para fechar o acordo.
Plano de reestruturação e próximos passos
A proposta oferece três opções de pagamento aos credores, sendo a principal a conversão de 45% da dívida em ações e 55% em nova dívida. Uma separação entre a unidade de processamento de cana e a distribuição de combustíveis também está prevista, com prazo de implementação até 2027.
O documento indica a criação de um comitê de credores com cinco membros. O diretor financeiro, Lorival Luz, passa a responder pela reestruturação. O atual conselho permaneceria até o 1º trimestre do próximo ano, com possibilidade de manter o chairman caso haja aporte de 500 milhões de dólares.
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