O setor de defesa espanhol vive um momento de expansão, impulsionado pela demanda europeia por contratos milmillonários e pelo recuo de Estados Unidos a depender menos da proteção à região. O resultado é um aquecimento salarial e uma busca acelerada por talentos altamente qualificados.
Um estudo conjunto de sindicatos e patronal aponta que a remuneração média bruta no setor já ultrapassa 80 mil euros anuais, mais que o dobro da média do setor de serviços. A pesquisa é realizada pela UGT, CC OO e Confemetal, com dados que destacam o impacto do rearmamento na Espanha.
O levantamento também indica que o emprego direto no setor soma cerca de 36 mil trabalhadores, com 37 mil empregos indiretos e 15 mil induzidos pela atividade. A análise alerta para a carência de profissionais qualificados diante da complexidade tecnológica de defesa, espaço e simuladores.
Remuneração, contratos e participação
Segundo o estudo, a remuneração elevada está ligada aos grandes contratos firmados no último ano, como as artillerias sobre rodas e em cadeia para Indra e Escribano, avaliadas em 7,24 bilhões de euros. Projetos para pilotos de caça e treinadores envolvem Airbus e Turkish Aerospace, num montante de 2,6 bilhões.
Desafios de talento e inclusão
A pesquisa aponta ainda a baixa participação feminina, com apenas 20,6% de mulheres na indústria, número abaixo da média industrial. A necessidade de renovação geracional é destacada, prevendo-se a criação de cerca de 350 mil vagas no setor metalúrgico nos próximos anos, com 240 mil jubiletos já previstos na próxima década.
Entre na conversa da comunidade