De forma antecipada, a SpaceX anunciou aos reguladores o preço por ação do seu IPO, marcado para 12 de junho na Nasdaq. A oferta prevê a venda total de 555,555 milhões de ações a 135 dólares cada, visando levantar cerca de 75 bilhões de dólares e projetar a avaliação da empresa em 1,75 trilhão de dólares. A estratégia visa eliminar o suspense no processo de venda.
A companhia de Elon Musk informou que a operação manterá o controle acionário majoritário. Com a venda, Musk manterá aproximadamente 82,4% de influência no capital, mesmo após a emissão, devido a classes de ações com maior poder de voto. A medida foi descrita em documentos oficiais.
A SpaceX não recebeu novos aportes desde 2022, quando a empresa foi avaliada em 125 bilhões de dólares. Ainda assim, a direção afirma que o mercado potencial pode chegar a 28,5 trilhões de dólares, com ênfase em inteligência artificial.
No exercício financeiro de 2025, a empresa registrou prejuízo de 4,9 bilhões de dólares. A receita atual decorre principalmente do serviço de internet via satélite Starlink e dos lançamentos de foguetes, com clientes governamentais. Em 2024, foram 165 lançamentos, recorde histórico.
A maior parte do déficit está associada à nova unidade de IA, criada com a aquisição da XAI neste ano. A unidade apresentou perda operacional de 6,3 bilhões de dólares, refletindo os investimentos para desenvolver a tecnologia.
A SpaceX avalia que o mercado de IA, infraestrutura e serviços relacionados pode alcançar 26,5 trilhões de dólares, somado a conectividade (1,6 trilhão) e espaço (370 bilhões). O cálculo reflete projeções otimistas para a área de tecnologia.
Desde a rodada de 2022, não houve novos investimentos externos, o que representa uma mudança significativa na estrutura corporativa nos próximos anos. A direção ressalta que o IPO depende da demanda dos investidores pelo valuation proposto.
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