Os acionistas da Heineken pressionam por um presidente-executivo externo após a saída de Dolf van den Brink, anunciada em 31 de maio. A informação é do Financial Times, que citou dois dos 15 maiores investidores da companhia. A saída ocorre em meio a resultados desafiadores para o setor.
O FT aponta que parte do grupo de controle familiar defende romper a tradição de promover executivos da própria empresa. A ideia é trazer uma visão externa que ajude a reverter o desempenho diante de demanda fraca no setor de cerveja.
A Heineken tem avaliado internamente candidatos para suceder Van den Brink, mantendo também a possibilidade de contratação externa. A Reuters informou que não conseguiu confirmar de imediato a matéria do FT.
A busca pelo substituto avançou no mês anterior, com a empresa afirmando que o processo caminhava bem e seria concluído em breve. A pressão acionária aumenta o peso dessa decisão.
Setor enfrenta demanda mais fraca e pressão sobre eficiência e rentabilidade. Em fevereiro, a empresa cortou até 6.000 empregos globalmente e revisou expectativas de lucro para 2026.
A escolha do próximo CEO pode sinalizar a direção estratégica da Heineken. Um nome interno sugeriria continuidade; um externo indicaria mudança mais profunda para responder à desaceleração da demanda.
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