A bolsa brasileira fechou em queda nesta sexta-feira (5), com o Ibovespa recuando 0,76%, aos 169.019 pontos. A semana terminou com queda acumulada de 2,74%, marcando oito pregões consecutivos de baixa. A sequência é a maior desde o início da série, em 1982, durante o Plano Real.
A reversão foi puxada pelos dados de emprego dos EUA, que vieram acima do esperado. O americano somou 172 mil vagas em maio, ante expectativa de 85 mil. Isso elevou as expectativas de alta de juros por parte do Federal Reserve, pressionando ativos de risco.
O dólar avançou 1,76% frente ao real, fechando a 5,155, maior nível desde 2 de abril. A semana, porém, teve alta de 2,18% e o ano registra queda de 6,08%. O patamar de juros nos EUA se manteve no radar de operadores, com a próxima reunião do Fed marcada para 16-17 de junho.
Mercado global e expectativa de política monetária
A leitura de alta de juros nos EUA reforçou o diferencial de renda fixa entre Estados Unidos e emergentes. Títulos do Tesouro renderam mais, levando investidores a buscar ativos de menor risco. O índice S&P 500 caiu 2,5% após altas anteriores, afetado pelo desempenho de IA.
A inflação relativa também pesou. O índice de preços PCE dos EUA subiu 3,8% em 12 meses até abril, acima de março, o que alimenta a pressão por juros mais elevados. A leitura reforçou a visão de devem permanecer altas as taxas por mais tempo.
Entre na conversa da comunidade