O Citi elevou a recomendação das ações do Magazine Luiza (MGLU3) de venda para neutro/alto risco, mas reduziu o preço-alvo de R$ 7,00 para R$ 6,50. O efeito financeiro sugerido é potencial de valorização de cerca de 22% sobre o fechamento de hoje.
A mudança ocorre após uma queda de aproximadamente 40% no acumulado do ano, com o mercado precificando, em grande parte, cenário de juros altos por tempo prolongado e consumo mais fraco nos principais produtos da empresa, como eletrônicos e eletrodomésticos.
Analistas destacam sinais operacionais positivos, especialmente o foco estratégico nas lojas físicas de maior margem, com vantagem competitiva consolidada. O relatório aponta disciplina operacional, já que SG&A cresceu abaixo da inflação em 10 dos 13 últimos trimestres.
Desempenho e estratégia
O banco projeta aceleração no 2T26 com o fortalecimento das lojas físicas, impulsionada por torneios de futebol que devem elevar o consumo de eletrônicos e itens esportivos. Estima-se crescimento de cerca de 8% em vendas iguais no 2T26 e 7% no ano fiscal 2026.
A composição de receita, incluindo serviços oferecidos nas lojas, pode ser favorável para as lojas de departamento, conforme o Citi. No canal online, porém, permanecem desafios com concorrência intensa e projeção de contração do GMV no 2T26.
Desempenho online e alavancagem
A instituição ressalta vulnerabilidade no canal digital diante da concorrência e da necessidade de manter disciplina de custos. A relação Dívida líquida/EBITDA ficou acima de 3 vezes no 1T26, após ajustes com juros. Juros mais altos são identificados como risco relevante aos lucros, mesmo com gestão fiscal cautelosa.
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