Eduardo Bolsonaro, ex-deputado federal, afirmou que o sistema de pagamentos instantâneos americano Zelle é muito semelhante ao Pix brasileiro. A declaração ocorreu após o Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) acusar o Banco Central de tratar o Pix de forma privilegiada. O órgão sinalizou possíveis tarifas comerciais ao Brasil.
Segundo ele, a semelhança entre as tecnologias poderia entrar na mesa de negociações entre Brasil e EUA. O comentário acontece em meio a tensões entre os dois países sobre regras que beneficiariam empresas americanas.
O que é Pix e como funciona
O Pix foi criado pelo Banco Central em 2020 e é obrigatório para instituições com mais de 500 mil contas. É gratuito para pessoas físicas, com liquidação instantânea 24/7.
O que é Zelle e como funciona nos EUA
O Zelle foi lançado em 2017 e é uma rede operada pela Early Warning Services, ligada a grandes bancos. Foca em transferências rápidas entre pessoas e valores baixos.
Dados e alcance no Brasil
O Pix atende mais de 184,1 milhões de usuários, entre pessoas físicas e jurídicas. Estima-se que haja cerca de 170 milhões de pessoas físicas, com 7,122 bilhões de transações em maio.
Dados e alcance nos EUA
O Zelle afirma ter mais de 160 milhões de usuários e processar cerca de US$ 3,4 bilhões diários, equivalente a quase R$ 17,5 bilhões na cotação atual. A rede é integrada a muitos bancos.
Diferenças operacionais
No Pix, as transações são liquidadas em segundos, em qualquer dia. O Zelle pode levar alguns minutos, com foco maior em transferências P2P.
Outras opções de pagamento nos EUA
Nos EUA existem Venmo, PayPal e Cash App, além do Zelle. A rede do Brasil tem funções ampliadas, como pagamentos P2B e serviços para empresas.
Contexto regulatório e tecnológico
O FedNow, sistema de pagamento instantâneo do Federal Reserve, já conta com mais de 1,7 mil instituições, mas não é obrigatório. O sistema americano ainda não decolou em escala plena.
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