Em meio a críticas dos EUA ao Pix, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro sugeriu que o Brasil possa levar a discussão para a mesa de negociações, mencionando o Zelle como alternativa. Ele classificou o Zelle como o Pix americano e disse que há mecanismos semelhantes entre os dois sistemas.
A fala ocorreu ao canal TMC News, quando Eduardo ressaltou que os EUA possuem ferramentas parecidas com o Pix, citando o Zelle como exemplo. Ele vive nos Estados Unidos há mais de um ano e atua articulando movimentos políticos de apoio ao campo bolsonarista.
O contexto envolve pressão norte‑americana sobre o Pix, que aparece em documentos do governo Trump em meio a propostas de tarifas. A indústria aponta distorções que favorecem o Pix, segundo o material de investigação comercial. O BC é alvo de críticas por reguladores dos EUA.
O Zelle é apresentado como serviço privado de pagamentos, operado por bancos americanos desde 2017. A ferramenta está disponível em milhares de aplicativos, com uso facilitado entre contas de instituições participantes. No Brasil, o Pix funciona como infraestrutura pública sob responsabilidade do Banco Central.
Estimativas indicam que o Zelle somou mais de 151 milhões de usuários cadastrados em 2024, com transferências que ultrapassaram US$ 1 trilhão. Já o Pix alcançou mais de 170 milhões de pessoas no Brasil, movimentando volumes expressivos em 2025.
A comparação entre os sistemas é central na discussão entre o governo brasileiro e a União Europeia e Estados Unidos. A Febraban defende o Pix como infraestrutura aberta e competitiva, sem discriminação para novos participantes desde que atuem no mercado nacional.
No cenário político, lideranças do PT criticaram a linha de Eduardo. Parlamentares do partido classificaram as falas como entreguistas, e questionaram a estratégia de negociar a soberania do sistema brasileiro de pagamentos. A conversa permanece sem desfecho oficial.
Na prática, o Pix funciona com chaves de identificação diversas, enquanto o Zelle depende de compatibilidade entre bancos. Taxas e limites variam conforme cada instituição, com o Pix tendo tarifas diferenciadas para pessoas físicas e jurídicas.
Analistas ressaltam que o Pix representa, para muitos, uma infraestrutura pública que reduz dependência de redes estrangeiras e concentra controle de dados no país. Especialistas destacam a importância de debates técnicos e regulatórios para manter a soberania financeira.
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