O crescimento do emprego nos Estados Unidos deve ter desacelerado em maio, após dois meses de ganhos fortes. O orçamento fiscal, por meio de restituições de impostos e tarifas, ajudou as empresas a evitar demissões em grande escala.
Economistas esperam que o relatório do Departamento do Trabalho, publicado nesta sexta-feira, mostre que o conflito no Oriente Médio ainda não impactou significativamente o mercado de trabalho. A previsão aponta para continuidade da estabilidade.
As autoridades associam o desempenho recente a estímulos fiscais, que favoreceram lucros corporativos e mantiveram contratações contidas. A cautela das empresas persiste diante de tarifas anteriores e da tensão regional.
A leitura de maio aponta abertura de vagas acima de abril, com estimativas entre 50.000 e 125.000, e uma mediana próximo de 85.000 vagas não agrícolas. O mercado, porém, mantém ritmo moderado.
Taxa de desemprego prevista em 4,3% permanece estável pelo terceiro mês, conforme a projeção. Ainda assim, alguns analistas veem possibilidade de leve alta para 4,4%, sem alterar a leitura de mercado estável.
A Reuters consultou economistas, que destacam que o pêndulo da contratação depende de fatores externos e de políticas, sem indicar reviravolta brusca no cenário de empregos. O relatório completo será divulgado hoje.
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