Indústrias brasileiras passaram a dedicar mais atenção ao marketing, diante de jornadas de compra cada vez mais técnicas, digitais e autônomas. Pesquisa da Intelligenzia aponta que 61,5% das empresas esperam ampliar o orçamento de marketing em 2026. O objetivo é apoiar vendas, geração de demanda e nutrição de leads.
No recorte nacional, a geração de leads concentra 66,2% das alocações, seguida por branding, com 64,9%, e geração de demanda, com 40,3%. O estudo destaca valorização de conhecimento técnico e reputação com resultados na escolha de parceiros de marketing.
Além disso, a jornada B2B tende a ficar mais independente de equipes de venda. Dados da McKinsey indicam continuidade de investimentos em vendas omnichannel, enquanto 6sense aponta que grande parte do processo acontece antes do contato com o comercial.
Mudança de foco e atuação de agências
Roberto Monticelli Wydra, da Rudek Wydra, afirma que o marketing industrial ganha relevância como gerador de demanda e apoio ao comercial, não apenas como suporte institucional. O diferencial está em transformar conhecimento técnico em comunicação clara e materiais que acompanhem o lead.
Especialista acrescenta que a agência precisa organizar a presença digital, estruturar conteúdos para diferentes estágios de decisão e sustentar a nutrição de leads ao longo da jornada de compra.
Fontes do setor indicam que as empresas devem alinhar estratégia, execução e conteúdo à lógica real de compra dos clientes, com foco na redução de risco técnico e na comparação de aplicações.
A pesquisa sobre o tema reforça a importância de conteúdos úteis, com abordagem adequada aos estágios decisórios, para ampliar oportunidades qualificadas e acelerar a entrada de novos negócios no setor industrial.
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