O debate sobre sistemas de pagamento ganhou evidência online após comentários sobre o funcionamento do Zelle nos EUA terem repercutido na mídia brasileira. A discussão surgiu em entrevista de um ex-deputado, ligada a críticas políticas sobre modelos de pagamento. O tema levou o público a comparar PIX e Zelle.
O PIX é um sistema público criado pelo Banco Central do Brasil, lançado em 2020. O BC regula a infraestrutura e supervisiona o funcionamento diário da rede. O Zelle funciona desde 2017 como iniciativa privada do setor bancário americano.
Abrangência de mercado
O Zelle está integrado a mais de 2.400 aplicativos de bancos e cooperativas de crédito. O PIX atingiu cerca de 80% da população brasileira, correspondendo a mais de 170 milhões de pessoas físicas.
A atuação do Zelle foca em transferências entre pessoas e pequenas empresas, enquanto o PIX cobre pagamentos a estabelecimentos, transações empresariais, cobranças públicas e faturas de serviços. A gratuidade para pessoas físicas é legalmente assegurada no Brasil; nos EUA, a isenção depende de cada banco.
Regras de uso e segurança
O PIX realiza liquidação instantânea em qualquer dia e horário. O Zelle pode levar alguns minutos para esclarecer a disponibilidade do dinheiro na conta do destinatário. No Zelle, o cancelamento é possível apenas se o destinatário ainda não estiver cadastrado.
O PIX oferece o Mecanismo Especial de Devolução para casos de crimes e fraudes, embora não garanta ressarcimento automático. A recuperação depende da análise do caso e da disponibilidade de saldo. Não há obrigação legal de devolução em transferências por engano.
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