A Azul reduziu cerca de 5% da capacidade planejada após a saída do Chapter 11, nos Estados Unidos, e diante da elevação de custos com combustível. O CEO John Rodgerson afirmou que houve cortes em algumas rotas e frequências, com tarifas em torno de 20% mais altas.
Segundo o executivo, o choque no preço do querosene de aviação ocorreu oito dias após a conclusão da recuperação judicial. A empresa já previa 2026 como ano de transição, mas o cenário geopolítico elevou a pressão sobre ofertas e demanda.
Rodgerson disse que o custo do combustível dobrado afeta de forma relevante o setor, estimando impactos bilionários. Apesar disso, o governo brasileiro tem atuado de forma mais proativa para mitigar os efeitos, segundo ele, e a Azul mantém posição estável para enfrentar o momento.
A companhia não descartou novos ajustes de oferta caso o conflito se prolongue. A demanda já sente o impacto da elevação tarifária, com parte dos clientes deixando de viajar. O Brasil depende de equilíbrio entre demanda corporativa e de pessoas físicas para manter rentabilidade.
Sobre o cenário regional, o CEO comentou que operações em roteiros menores costumam sofrer mais com a variação de custos, especialmente quando o dólar está elevado. A Azul mantém foco em rentabilidade e recuperação da relação com os clientes.
A agenda atual da Azul envolve manter a operação estável, preservar destinos e promover melhorias na experiência do passageiro, com novas categorias no programa de fidelidade e foco em pontualidade e serviço a bordo.
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