A produção global de SAF, combustível sustentável de aviação, deve alcançar 2,4 milhões de toneladas em 2026, correspondendo a apenas 0,8% do consumo da aviação. Em 2025, o índice foi de 0,6%. O custo estimado para as companhias aéreas é de US$ 4,3 bilhões, segundo a Iata.
A Iata classificou o resultado como decepcionante, destacando que as metas de mitigação de carbono com SAF até 2050 ainda estão fora de alcance. O diretor-geral Willie Walsh afirmou que os planos de uso do combustível verde ficam mais difíceis a cada ano.
A organização aponta quatro prioridades para acelerar a produção de SAF: energia renovável, infraestrutura, investimentos e padronização de preços. Essas frentes visam ampliar a disponibilidade de matérias-primas, facilitar o acesso a oleodutos e estoques, atrair capitais estáveis e tornar o SAF mais acessível globalmente.
Elementos-chave para expansão
- Energia renovável: ampliar a oferta de energia limpa para sustentar a produção de SAF e garantir matéria-prima suficiente.
- Infraestrutura: abrir o acesso a sistemas de distribuição, armazenamento e abastecimento em aeroportos.
- Investimentos: ampliar suporte político e criar condições estáveis para reduzir riscos aos produtores.
- Padronização e preços: criar sistemas de reserva e reembolso para tornar o SAF competitivo no mercado global.
O relatório ressalta que o ritmo atual não atende às promessas de redução de emissões da indústria. As informações foram divulgadas pela Iata neste sábado. O jornalista viajou a convite da Iata.
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