Em Alta Eleições 2026 PolíticaNotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasConflitoseconomiaFutebol

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

O X da questão na cisão da Raízen

Plano de recuperação amplia segregação de ativos na Raízen, sinalizando possível venda da divisão de combustíveis e desalavancagem gradual da operação

Raízen
0:00
Carregando...
0:00

Em análise recente, a Raízen protocolou na 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo o plano de recuperação extrajudicial. A empresa apresentou apoio de 75,45% dos créditos financeiros e quirografários, entre um total de R$ 64,7 bilhões, excluídos os créditos intercompany. O desenho contempla aumento de capital, conversão de dívida em participação, substituição de passivos por novos títulos e medidas estruturais como segregação de ativos, desinvestimentos e reorganizações societárias.

Estrutura de ativos e passivos

O mercado avalia que a cisão não é apenas financeira, mas uma arquitetura para facilitar a venda da divisão de combustíveis. A Raízen Combustíveis poderia ficar responsável por 37,4% do passivo remanescente, com custo de CDI + 2,75%, prazos mais curtos e garantias reais, incluindo a planta de lubrificantes no Brasil.

Distribuição entre as unidades

Já a Raízen Energia, que reúne açúcar, etanol e receberá recursos da venda da operação na Argentina, estimada em US$ 1,4 bilhão, ficaria com 17,6% do passivo, remunerado a CDI + 1,25%. Analistas veem diferença como mais que ajuste técnico, refletindo o perfil de cada negócio.

Detalhes do plano de recuperação

Conforme o fato relevante, o plano contempla a segregação de ativos, avanço da agenda de desinvestimentos e reorganizações societárias. Também prevê a conversão de 45% dos créditos reestruturados em participação acionária e a troca ou refinanciamento dos 55% restantes por novos títulos de dívida.

Perspectivas de mercado e janela de negociação

A leitura de mercado indica que Cosan e Shell buscariam blindar o núcleo estratégico, com foco na plataforma de etanol e transição energética, deslocando o peso financeiro para o varejo de combustíveis, um setor com margens desafiadoras no longo prazo.

Prazo e próximos passos

Segundo analistas, a venda da divisão de combustíveis não precisa ocorrer de imediato. A possibilidade surge para um intervalo de um a dois anos, após a consolidação da nova estrutura societária e o avanço da desalavancagem.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais