SpaceX, empresa de Elon Musk, lança IPO avaliado em 135 bilhões de dólares, com venda de 555,6 milhões de ações. A operação visa levantar 75 bilhões de dólares e está prevista para ocorrer em 12 de junho, na Nasdaq, em Nova York. A precificação será definida no dia 11 de junho, com base no interesse dos investidores.
A oferta pode reservar até 25% das ações para investidores individuais, além de fundos e bancos. No Brasil, alguns fundos já acompanham o movimento, enquanto plataformas de investimento começam a liberar acesso a clientes interessados.
Como funciona a compra
As ações serão listadas na Nasdaq; fundos e gestores podem adquirir papéis por meio de índices ou fundos que já possuem SpaceX. No Reino Unido, alguns fundos de investimento já detêm participação na empresa.
Para investir individualmente, é necessário abrir conta em uma corretora que atue como intermediária. Acesso pode ocorrer via AJ Bell e Hargreaves Lansdown no Reino Unido, e via Charles Schwab, Fidelity, Robinhood, SoFi e E*Trade nos EUA.
Possíveis cenários de alocação
Se a demanda superar a oferta, a forma de distribuir as ações ainda não está definida. Atribuições podem variar de acordo com o interesse de cada investidor, com chances de receber menos do que o pedido ou nada, em casos extremos.
Após a estreia, os papéis passam a ser negociados livremente, sujeitando-se a oscilações de preço. Investidores iniciais esperam valorização, mas há risco de queda no curto e médio prazo.
Potenciais impactos e riscos
Elon Musk manterá 82,4% do poder de voto, limitando a influência de investidores minoritários. A necessidade de avaliação contínua de desempenho, disputas regulatórias e avanços de concorrentes são riscos mencionados por analistas.
Especialistas destacam oportunidades em contratos governamentais de defesa e no sistema de lançamento reutilizável Starship. Entretanto, a avaliação do IPO é alvo de debate, com possível supervalorização na emissão.
Recomendações para investidores
Caso decida investir, recomenda-se aplicar montante limitado, dentro de uma carteira diversificada. A reação de fundos de índice pode criar ganhos rápidos, mas o risco de concentração permanece alto. Considerar realização de lucros pode ser uma estratégia prudente.
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