O presidente do Banco de Brasília (BRB), Nelson de Souza, detalha a homologação pelo STF de um acordo que prevê a capitalização da instituição. O texto, assinado na presença do ministro Luiz Fux, envolve GDF, Banco Central e União, com empréstimo de 6,6 bilhões do FGC. O objetivo é manter o BRB operando com saúde.
Segundo Souza, a medida preserva a continuidade do banco e viabiliza o plano de capital já apresentado ao Banco Central. A validação no STF é considerada crucial para a liberação dos recursos e a execução das ações previstas, sujeitas à aprovação da Câmara Legislativa do DF (CLDF).
A CLDF deverá discutir o acordo na próxima semana, quando Souza participará de reunião para esclarecer impactos aos correntistas e à participação acionária. O banco também comentou a rebaixamento recente da nota de crédito pela S&P.
Detalhes do acordo e impactos imediatos
O entendimento homologado tem como pilar a recomposição de capital dentro das regras do sistema financeiro. A medida busca manter o BRB estável e capaz de cumprir o plano de capital já apresentado ao BC.
A S&P justificou o rebaixamento com avaliação independente, mas não altera a estratégia de fortalecimento. O BRB aponta avanços no mercado, com operações entre grandes instituições e participação de bancos na garantia junto ao FGC.
Caso haja recuperação de recursos fraudados, o acordo prevê uso desses valores para amortizar o empréstimo. O BRB aponta que já adotou medidas para ressarcir prejuízos e ampliar a recuperação de créditos.
Condições do empréstimo e relação com ativos
O valor de 6,6 bilhões do FGC é para liquidez e capital, não para aumento direto do capital social. A remuneração, prazo e carência estão em negociação, com proposta de até 15 anos, 18 meses de carência e juros atrelados ao IPCA mais spread.
Sobre o custo total, o BRB afirmou que, em cenário plausível, os juros máximos somariam até 5,9 bilhões, desde que as condições acordadas sejam aceitas. O pagamento ocorreria pelos dividendos do banco.
Operação, governança e futuro
Souza reiterou que não haverá ingerência política nas decisões do BRB. O foco é técnico e voltado à governança, com continuidade de serviços à população do DF. O rombo orçamentário do GDF não compromete a segregação entre contas do BRB e o orçamento estadual.
O presidente destacou a relevância do BRB para o desenvolvimento local, programas sociais, microcrédito e ações culturais. O objetivo é devolver o BRB à população com solidez e perenidade.
Correntes posicionamentos e próximos passos
A reunião na CLDF será acompanhada de esclarecimentos sobre a participação acionária e as medidas para proteção de correntistas. O BRB segue atento aos indicadores de risco e à percepção do mercado, com expectativas de que as ações de recuperação se consolidem.
Sobre o futuro do banco, Nelson de Souza afirma: o BRB continua operando normalmente, atendendo clientes e fortalecendo sua atuação no DF. O foco permanece na proximidade com a população e no apoio ao desenvolvimento econômico local.
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