A Azul Linhas Aéreas informou que pode reduzir a malha de voos domésticos nos próximos meses devido à alta do combustível de aviação, motivada pelo conflito no Irã e pelos bloqueios no estreito de Ormuz. A informação foi veiculada pela Reuters.
Segundo o presidente da Azul, John Rodgerson, a companhia já vinha cortando operações, achando o conflito passageiro, mas a continuidade da crise exigirá novos ajustes para preservar o caixa e evitar prejuízos maiores.
A estratégia é priorizar cortes em frequências de rotas menos rentáveis antes de reduzir destinos, o que pode afetar a oferta de passagens e pressionar tarifas no setor. Rodgerson citou exemplos de trajetos com múltiplas frequências diárias.
Até o momento, os cortes atingiram voos internacionais; a próxima etapa pode envolver diminuição de decolagens em trechos com alta densidade de voos domésticos, sem cancelar cidades inteiras da malha.
A alta do combustível coincide com a queda anunciada pela Petrobras, que diminuiu em 14,2% o preço médio do querosene de aviação para distribuidoras a partir de junho, um ajuste que tende a aliviar custos no curto prazo.
Mesmo com a redução, o QAV acumula alta de 54,5% em 2026. Em comparação com dezembro do ano passado, o preço médio do combustível está cerca de 1,98 real por litro maior, pesando sobre as despesas das aéreas.
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