O Brasil congelou 24 milhões de reais do orçamento da Anac, o que levou à suspensão de atividades de certificação de aeronaves. A medida acontece no momento em que Gol, Azul e Latam ampliam frota para atender a demanda robusta por viagens.
A Anac informou que trabalha com o governo para restaurar o financiamento e retomar os processos de certificação. O presidente da agência, Tiago Faierstein, afirmou isso durante o encontro anual da Iata, no Rio de Janeiro.
Sem as certificações, aeronaves entregues não podem entrar em operação no Brasil, o que pode atrasar planos de expansão e restrições de manutenção. Pilotos e comissários também enfrentam impactos na certificação de qualificação.
Impacto para companhias e fabricantes
As empresas aéreas dependem de aprovações regulatórias para ampliar frotas, alterar rotas e instalar novos equipamentos. A Embraer também pode ser afetada, pois seus modelos dependem de certificação para chegar aos clientes.
A Gol anunciou rotas para Paris e Lisboa; jatos aguardam aprovação para decolar. A Latam espera receber jatos E2 ainda neste ano, o que pode sofrer atraso. A Latam afirmou monitorar a situação; a Gol não comentou fora do horário comercial.
O governo já havia informado congelamento orçamentário de 22,1 bilhões de reais, em razão do aumento nas projeções de pagamento de benefícios previdenciários. A suspensão da Anac integra um pacote de medidas anunciadas pela pasta.
A situação pode reforçar gargalos regulatórios em um momento de alta demanda por viagens, pressionando fabricantes como a Embraer e elevando a importância de normalizar o orçamento para retomar certificações e operações.
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