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Gaúcho fatura R$ 304 milhões com aluguel de 3.800 empilhadeiras

Locação de empilhadeiras responde por cerca de 70% da receita da Carmak, que atingiu R$ 304 milhões no último ano

Yuri Santos, da Carmak: "Empresas que possuem uso contínuo de empilhadeiras têm optado pela locação por diversos fatores, como previsibilidade financeira, benefício fiscal e foco no core business" (Carmak / Diogo Sallaberry/Divulgação)
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O gaúcho Yuri Santos comanda a Carmak, empresa de São Leopoldo especializada em locação, venda e manutenção de empilhadeiras. A companhia, distribuidora da Toyota Empilhadeiras, atingiu 3.800 máquinas na frota e 450 funcionários distribuídos em oito unidades. O faturamento anual foi de 304 milhões de reais.

A locação é o principal motor do negócio, respondendo por cerca de 70% da receita. A venda soma 20%, e o restante fica com serviços de pós-venda. A Carmak atua principalmente no Sul e Sudeste, com foco em clientes que exigem disponibilidade alta de equipamentos.

A operação envolve contratos de locação com ciclos de 36 e 60 meses, e cada máquina pode permanecer em uso por cerca de dez anos, passando por retrofit antes de voltar ao mercado. A empresa mantém disponibilidade de cerca de 98% para clientes.

História e modelo de negócio

A Carmak nasceu há 34 anos, resultado de uma transição de um negócio familiar de revenda de veículos. O fundador optou pela locação de empilhadeiras, um caminho que se consolidou com o tempo no Rio Grande do Sul, mantendo uma abordagem gradual de crescimento.

Desafios do setor e perfil do cliente

A empresa destaca que o capital intensivo é uma característica do setor, exigindo disciplina de caixa. Clientes com uso contínuo de empilhadeiras costumam escolher a locação pela previsibilidade financeira, benefício fiscal e foco no core business. A Carmak busca manter contratos de disponibilidade próximo a 98% e atender operações que funcionam até 20 a 22 horas por dia.

Em grandes operações, como frigoríficos com mais de 100 empilhadeiras, a Carmak mantém equipes de manutenção dedicadas dentro do cliente. A distância geográfica impacta o preço, já que o custo de deslocamento de mecânicos e peças é considerado no valor final.

Panorama de expansão e futuro

A expansão ocorre principalmente no Sul e Sudeste, com lojas-showroom em São Leopoldo, Itajaí e Sumaré. A empresa também planeja diversificar o portfólio para além da empilhadeira tradicional, explorando plataformas e máquinas autônomas, diante da tendência de operações sem operador.

O setor de intralogística, que movimenta materiais dentro de fábricas, é visto como resistente a crises, com peso de clientes das áreas de bebidas, frigoríficos, atacadistas e redes de supermarket. O mercado nacional de locação de equipamentos movimenta bilhões por ano, segundo a Analoc, e aponta espaço para expansão em regiões ainda menos exploradas.

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