O Brasil precisa enfrentar três temas centrais para destravar o crescimento do transporte aéreo: corrigir distorções na precificação do combustível de aviação, reduzir a litigação no setor e revisar a taxação sobre as companhias. O diagnóstico foi apresentado durante painel da 82ª assembleia da IATA, no Rio de Janeiro.
Segundo estudo da IATA, o setor responde por 0,5% do PIB direto no Brasil, com 246.800 empregos diretos em 2023. A cadeia de suprimentos, gastos dos funcionários e turismo elevam esse impacto para 1,9 milhão de empregos e US$ 46,4 bilhões em produção econômica.
O turismo alimentado pela aviação gera US$ 6,6 bilhões de PIB e 310.000 empregos. Turistas internacionais movimentam cerca de US$ 6,8 bilhões por ano na economia local. No entanto, a aviação brasileira enfrenta custos elevados com combustível, que chegam a ocupar 40% do custo total das empresas.
Dados adicionais apontam que, no ano passado, o Brasil transportou 100 milhões de passageiros domésticos e 9,3 milhões de estrangeiros. Em contrapartida, gastos com litigação atingem aproximadamente US$ 200 milhões anuais, com uma ação para cada 227 passageiros transportados.
Jerome Cadier, CEO da Latam no Brasil, destacou a importância do transporte aéreo para a interconectividade do país e pediu maior estabilidade regulatória, lembrando que o setor envolve investimentos de longo prazo. A fala reforçou a visão de que o ambiente regulatório precisa acompanhar o tempo dos negócios.
Panorama econômico e regulatório
A discussão na assembleia apontou impactos de distorções na precificação de combustível, custos com litígios e regras tributárias sobre as operações das companhias. A IATA ressalta a necessidade de medidas que reduzam incertezas e incentivem investimentos no setor.
Desdobramentos setoriais
Especialistas destacam que mudanças regulatórias podem ampliar a competitividade do Brasil no turismo e no transporte de carga, além de incentivar a criação de empregos qualificados. A atualização de políticas poderia melhorar a previsibilidade para as empresas.
O jornalista viajou a convite da IATA.
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