A infraestrutura logística brasileira passa por reorganização importante, com o Arco Norte ganhando relevância na exportação. A BR-364, em Rondônia, deixa de ser rodovia regional para atuar como eixo essencial de integração do país.
Dados da Esalq/USP indicam que, entre 2010 e 2024, a participação dos terminais do Rio Madeira nas exportações agrícolas subiu de 12% para 34%. A ampliação do corredor depende de novas obras e manutenção compatível com o ritmo do agronegócio.
Nova etapa de investimentos
Com o fim do período chuvoso na região Norte, a Nova 364 intensifica a mobilização operacional. Até o fim de 2026, o investimento anunciado supera 600 milhões de reais, sendo 221 milhões destinados à melhoria do pavimento.
A concessionária aposta na recuperação de gargalos históricos ao antecipar a obra de acesso aos terminais do Rio Madeira, que sairia de 2031 e começa em 2026 com 260 milhões de reais para 34 km de pista pavimentada.
Obras estratégicas
Também houve a antecipação da recuperação estrutural de uma ponte sobre o rio Candeias. A intervenção, antes prevista para 2027 pelo Dnit, foi assumida pela concessionária e concluída em maio, fortalecendo o transporte de cargas na região.
Especialistas alertam sobre o custo invisível da infraestrutura precária. A CNT aponta que fretes podem aumentar mais de 38% na região Norte sem melhorias. Rodovias bem mantidas reduzem custos logísticos e elevam a competitividade.
Impacto econômico local
Os investimentos impulsionam a economia regional, gerando cerca de 2.000 empregos diretos e elevando a arrecadação municipal. O pedágio passa a sustentar serviços, infraestrutura e desenvolvimento local, fechando o ciclo de retorno social.
O agronegócio continua sendo motor do Brasil, porém exige logística eficiente para sustentar o crescimento. A transformação da BR-364 busca tornar o corredor de Rondônia de alta performance para o país.
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