O Brasil deverá continuar importando petróleo de fontes externas até 2040 se não houver avanços em novas frentes de exploração, segundo o Departamento de Exploração e Produção de Petróleo e Gás Natural do Ministério de Minas e Energia (MME). A afirmação ocorreu nesta segunda-feira durante a 3ª Cúpula Regional de Metano da América Latina e Caribe, em Brasília.
O órgão indica que a produção atual, impulsionada pelo pré-sal, é favorável, mas sem novas descobertas o país perderia a capacidade de manter o ritmo. A projeção governamental mostra que novas reservas são necessárias a partir de 2030 para sustentar o nível atual de produção.
A produção média brasileira está em 3,77 milhões de barris por dia e tem registrado recordes recentes. A expectativa da EPE é chegar a 5,3 milhões de barris/dia em 2030, com quase dois terços oriundos do pré-sal. A tendência de queda, caso não haja novas frentes, é prevista a partir de 2031.
Margem Equatorial
A previsão não considera ainda o potencial da Margem Equatorial, em fase de pesquisa exploratória. A Petrobras conduz autorizações para perfuração de poços em alto-mar. O governo aposta no campo, cuja margem estimada aponta reservas entre 10 e 30 bilhões de barris de óleo equivalente. Os resultados devem sair nos próximos meses.
Pelotas e próximos passos
Outra aposta envolve a Bacia de Pelotas, com estimativas de 15 bilhões de barris. A costa vai do Rio Grande do Sul ao sul de Santa Catarina. A Petrobras terá a base de operações no município gaúcho, com prospecção prevista a partir de 2028.
O governo também sinaliza metas ambientais, defendendo o Net Zero até 2050. A intenção é equilibrar emissões líquidas de gases de efeito estufa, mantendo a produção de óleo e gás. O objetivo depende de ações de redução, compensação e capturas de carbono.
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