Mesmo após uma operação da Receita Federal, a venda de camisas falsificadas da seleção brasileira persiste no centro de São Paulo, o principal polo de comércio popular do país. A fiscalização interditou dois shoppings no Brás, três semanas atrás, e parte das lojas já operam de novo.
Na prática, ainda há filas de clientes na porta de estabelecimentos que comercializam itens com origem duvidosa. A continuidade do comércio alimentaria um mercado paralelo com funcionamento rápido, mesmo diante de apreensões anteriores.
Segundo Edson Vismona, presidente do Fórum Nacional contra a Pirataria, há uma estrutura criminosa por trás do comércio ilícito, não apenas lojistas isolados ou camelôs. A dimensão do esquema envolve produção e distribuição organizadas.
Repercussões econômicas e operacionais
Camisas de seleção falsificadas costumam ser vendidas a preços muito abaixo do mercado, atraindo consumidores e prejudicando o setor licitamente declarado. Em 2025, o setor de mercadorias esportivas registrou perdas próximas de R$ 32 bilhões com falsificações.
Empresas que atuam dentro da lei pagam impostos e seguem padrões de qualidade, enquanto o mercado ilegal reduz custos para oferecer preços menores. A pirataria, assim, continua sendo uma ameaça ao comércio formal.
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