O bloqueio de 24 milhões de reais no orçamento da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) levou ao adiamento de processos de certificação. Essas etapas são indispensáveis para a entrada de novas aeronaves no Brasil, mantendo o funcionamento seguro e regular do setor. A medida faz parte de um contingenciamento de recursos e pode retardar a expansão de frotas.
Fontes do setor afirmam que a suspensão de recursos compromete inspeções e avaliações necessárias para liberação de aeronaves, nacionais e estrangeiras, além de afetar projetos de modernização da infraestrutura aeroportuária. A Anac confirmou o impacto e disse buscar alternativas para reduzir os efeitos.
Especialistas avaliam que o atraso na certificação pode reduzir a oferta de voos, elevar preços e atrasar a renovação de frotas, fundamental para segurança e eficiência do transporte aéreo. Também pode impedir a entrada de modelos mais modernos e mais eficientes energeticamente.
Impactos para o setor
A crise financeira atinge o momento de recuperação do setor, que busca acelerar o crescimento após a Covid-19. A expectativa é que, com a recomposição de recursos, os processos retomem com maior agilidade e enablem a entrada de novas aeronaves.
A Anac informou que está empenhada em resolver a situação e garantir a continuidade dos serviços de certificação, essenciais para o desenvolvimento do transporte aéreo brasileiro. A tendência é que o bloqueio seja revertido em breve para permitir o retorno ao ritmo de expansão e inovação.
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