Em menos de dois meses, empresas listadas na B3 perderam 778 bilhões de reais em valor de mercado, mas algumas conseguiram se salvar. O recuo é puxado por saídas de recursos de investidores estrangeiros e pela incerteza geopolítica global. Em maio, estrangeiros sacaram 15 bilhões de reais da bolsa, o maior resgate mensal desde 2022.
A queda do Ibovespa no mês foi de 7,2%, com perdas gerais entre as empresas. Entre 14 de abril e 3 de junho, o índice recuou 14% em cinquenta pregões, segundo a consultoria Elos Ayta. Das 305 companhias analisadas, apenas 34 tiveram valorização nesse período.
BradSaúde decolou após IPO reverso
A BradSaúde, criada a partir da reestruturação da Odontoprev, foi a que mais subiu. A operação transformou uma empresa de planos odontológicos em spin-off com nova marca. O valor de mercado passou de 8,7 bilhões de reais, no fim da fase Odontoprev, para 37,4 bilhões em 3 de junho.
Gerdau destaca-se pela posição internacional
A Gerdau ficou em segundo lugar, com valorização de 40,2 bilhões para quase 45 bilhões de reais. A performance ocorre em meio a uma política protecionista de Trump, que busca taxar importações de parceiros como Brasil e Europa. A Gerdau atua com usinas nos Estados Unidos, o que ajuda a manter liquidez.
Petróleo em recuo impulsiona Petrobras
Entre as maiores desvalorizações, a Petrobras perdeu 85 bilhões de reais, caindo de 651,6 bilhões para 566,6 bilhões. Analistas apontam cautela com a política de preços da estatal, que não repassa integralmente as altas do petróleo para evitar pressões inflacionárias.
Itaú também recuou
O Itaú registrou a segunda maior desvalorização da amostra, com queda de 78,6 bilhões de reais. As ações contaram com retirada de recursos por parte de investidores estrangeiros, influenciando o desempenho do banco no período. Em 3 de junho, o valor de mercado situava-se em 433,7 bilhões de reais.
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