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EMS apresenta argumentos para que Cade aprove a compra da Medley

Cade inicia análise da compra da Medley pela EMS por cerca de US$ 600 milhões, destacando pulverização de mercado e regulação da CMED

Líder do mercado de genéricos no País, EMS pagará US$ 600 milhões pela Medley
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O Cade iniciou a análise da aquisição da Medley pela EMS, anunciada no início de março. A EMS comprará a unidade brasileira de genéricos da Sanofi por cerca de US$ 600 milhões. A negociação será formalizada pela Novamed, controladora da EMS, via grupo NC.

A EMS reconhece que há sobreposição de cerca de 40 classes terapêuticas, mas sustenta que o mercado é pulverizado e não haverá concentração excessiva. A CMED regula preços, o que, na visão da EMS, restringe aumentos após a operação.

O documento de 126 páginas também afirma que, embora haja participação combinada acima de 40% em algumas classes, existem tratamentos substitutos e competição entre diversos atores do setor.

Detalhes da negociação

A aquisição envolve uma unidade fabril em Campinas, SP, com duas propriedades, além de direitos de marcas e propriedade intelectual. Também está incluída a transferência de contratos de distribuição para SP e MG.

A EMS cita investimentos de concorrentes para sustentar a competitividade brasileira, como Cimed, Eurofarma e Hypera. Alega que existem pelo menos 30 grandes grupos no mercado de genéricos.

Segundo a Análise, o setor faturou R$ 23 bilhões em 2025, com crescimento de 75% nos últimos cinco anos. Genéricos representam cerca de 40% do total de medicamentos vendidos no Brasil.

Contexto regulatório e futuro

O Cade abriu o processo de rito ordinário, com prazo de 240 dias para conclusão. O documento reforça que a CMED pode conter mecanismos de contenção de poder de mercado após a consolidação.

A EMS aponta que a fusão não altera o cenário, citando investimentos recentes de rivais como evidência de concorrência contínua no setor.

Panorama do mercado de genéricos

Entre os mercados citados pela EMS, 27 são varejo e 14 institucionais; 19 ficam abaixo de 40% de participação combinada. A empresa destaca a diversidade de opções de tratamento e substitutos disponíveis aos consumidores.

O setor brasileiro de genéricos conta com pelo menos 102 laboratórios, 4.665 apresentações registradas na Anvisa e venda de mais de 2,5 bilhões de caixas anuais. O cenário reforça a competição existente no segmento.

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