Os suspeitos de atuar no furto de combustíveis por meio de um túnel clandestino às margens da DF-180 passaram por audiência de custódia e continuam presos. A polícia investiga a operação desde as primeiras apurações da 19ª Delegacia de Polícia, no P Norte, e aponta extratos de, pelo menos, três meses de saque de gasolina e diesel do duto.
Segundo a investigação, milhares de litros de combustível foram subtraídos, gerando risco ambiental e de explosão na área. O local havia sido interditado por motivos de segurança para moradores e trabalhadores, mas foi liberado após avaliação das autoridades.
Estimativas apontam uma perda de ICMS superior a 16 milhões de reais para o governo do Distrito Federal, segundo o presidente do Sindicombustíveis-DF, Paulo Tavares. Ele pediu denúncias de venda de combustível clandestino e reforçou que postos não podem comercializar galões irregularmente.
As informações indicam que o esquema contava com uma complexa infraestrutura para suprimir o combustível. A Transpetro relatou ter sido vítima da ação criminosa e reiterou a atuação conjunta com as autoridades para coibir esse tipo de prática, destacando os riscos à vida e ao meio ambiente. A empresa também lembrou o recebimento de denúncias via o telefone 168.
A reportagem consultou as defesas dos acusados, mas não obteve retorno até a publicação. As investigações seguem na 19ª DP para esclarecer volumes, autoria e participação de demais envolvidos na operação.
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