A Goldman Sachs está sendo vista como uma Big Tech pelos investidores, com desempenho acima de seus pares na Bolsa. A operação sólida em serviços financeiros impulsiona o desempenho, principalmente pelas ofertas no setor de tecnologia. A Barron’s aponta que a ação já precifica esse papel.
Entre as razões, destaca-se a liderança da Goldman em ofertas de ações e em fusões e aquisições do setor, incluindo participação em grandes operações. A análise ressalta ainda a relevância de outros negócios da instituição para o resultado global.
Ações indicam valorização recente: sobe cerca de 70% em 12 meses, superando JP Morgan, Bank of America e Morgan Stanley. O preço atual fica acima do preço-alvo médio do mercado, segundo a Barron’s.
Ações de referência mostram a Goldman negociando a 3 vezes o valor patrimonial, no maior nível dos últimos 20 anos, e a 18 vezes o lucro projetado para este ano, 50% acima do múltiplo do JPMorgan e do BofA.
Desempenho e composição do lucro
A Barron’s aponta que a empolgação com o segmento de investment banking não explica sozinha o descolamento, pois o IB representa cerca de 15% da receita total. Trading e gestão de patrimônio respondem por 50% e 35%, respectivamente.
A área de trading é mais volátil e menos transparente, mas, no momento, o mercado não aplica um múltiplo menor ao negócio em relação aos demais. A liderança do banco em ofertas para tecnologia sustenta a visão positiva.
Projeções e entrevistas
O Bank of America, com lucros cerca de 50% maiores que os da Goldman, vale US$ 382 bilhões na bolsa, um patamar apenas 20% acima da rival. Analistas ressaltam dúvidas sobre a extensão do rally da Goldman.
Erika Najarian, analista do UBS, comenta que o desempenho inferior do JPMorgan em relação à Goldman é inesperado, dado o alinhamento das tendências de mercado entre os bancos.
O que pode pesar no curto prazo
Com a posição atual, uma eventual decepção com o IPO da SpaceX ou correções do mercado ligadas a AI podem impactar a ação. Em março, com o início de tensões no Irã, a cotação chegou a recuar para US$ 800.
John Waldron, presidente e COO da Goldman, afirmou em conferência que o valuation alto é subjetivo e que o objetivo é acelerar o crescimento de lucro e elevar o retorno aos acionistas.
A Goldman Sachs vale cerca de US$ 306 bilhões na NYSE, segundo o fechamento mais recente.
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