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IA desencadeia nova disputa entre bilionários e herdeiros

Relatórios indicam que herdeiros pressionam pela IA para gestão patrimonial, elevando riscos de privacidade apesar da guarda de dados

Bilionários já não conseguiam conversar com os netos. Agora estão em lados opostos da divisão da IA
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A inteligência artificial entra em cena nas family offices, estruturas privadas que gerenciam fortunas familiares. Um relatório do Citi Institute revela uma luta geracional pela adoção de IA, veiculando dados de proprietários e CIOs de single family offices.

Os jovens herdeiros, netos dos fundadores, empurram mudanças rápidas. Enquanto isso, os fundadores mantêm forte proteção de privacidade e controlam o ritmo de implantação. A tensão aparece em reuniões sobre dados e segurança.

O estudo, com entrevistas na América do Norte, Europa, Ásia e América Latina, mostra uma guerra fria entre gerações dentro de instituições financeiras discretas, que lidam com fortunas e questões pessoais sensíveis.

Panorama da transferência de riqueza

Estimativas indicam cerca de US$ 83 trilhões a serem transferidos nas próximas décadas, a maior redistribuição de ativos da história. Conflitos surgem quando a comunicação falha entre gerações.

A UBS aponta que a maior ameaça à transição suave não são falhas de mercado, e sim o silêncio entre familiares. Falhas de comunicação aparecem como principal fonte de atritos em famílias ultrarricas.

Quase metade dos herdeiros afirma que a geração anterior não estruturou a transferência, deixando incertezas além de ativos. A sensação de responsabilidade já chega cedo para quem herda.

A próxima geração já não se contenta em ser apenas receptora. Em famílias com transferência em curso, a participação de herdeiros que lideram o processo quase dobra, de 13% para 22%.

A corrida pela automação

Atualmente 22% dos family offices utilizam IA para operações ou análises, ante 13% no ano anterior. O ritmo de adoção cresce, mas ainda há receio com privacidade de dados.

As ferramentas de IA chegam por meio de SaaS ou uso diário, muitas vezes sem uma decisão formal. A preocupação com vazamento de dados freia investimentos em IA para gestão patrimonial.

A natureza dos family offices envolve planejamento tributário, filantropia e sucessão, além de investimentos. Uma violação de dados pode expor informações pessoais sensíveis, amplificando riscos.

Netos pressionando mudanças

Os jovens são apontados como principais defensores da IA, pois demonstram valor e envolvem as gerações mais velhas. A adoção na governança também cresce, com maior participação dos herdeiros na prática de gestão.

Observa-se também que, em áreas como coleções de arte, a próxima geração muitas vezes não está envolvida o bastante. Relatórios indicam desinformação e preparo inadequado entre herdeiros.

O Citi registra que a geração fundadora tende a adotar cautela, enquanto a segunda geração busca eficiência com soluções em nuvem, desde que a segurança seja comprovada. Os netos veem IA como essencial.

Horizonte de um escritório quase sem funcionários

O relatório aponta o objetivo de operar com estruturas enxutas, movidas por IA e sem ampliar drasticamente o quadro. A ideia é ter humanos supervisionando agentes de IA para manter qualidade de investimento.

Essa visão busca eficiência de pelo menos 80%, um patamar de produtividade que redefine funções como pesquisador, gestor de risco e monitor de portfólio. O modelo é de maior autonomia operacional.

Para os fundadores, a nova ordem representa uma mudança estrutural na forma de gerenciar fortunas, com riscos e privacidade no centro das decisões. A substituição de tarefas por IA é parte do debate.

Conclusão da leitura

A privatização de dados e a proteção de informações sensíveis continuam no topo das preocupações. Ao mesmo tempo, jovens herdeiros impulsionam a transformação digital, acelerando a adoção de IA.

O estudo ressalta que o desafio não é apenas técnico, mas de governança. A coordenação entre gerações pode determinar o sucesso ou atraso na gestão de patrimônios familiares.

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