Global stocks operam em queda nesta segunda-feira, pressionadas pela dúvida sobre o desempenho de titãs de tecnologia ligados ao boom de IA, ao mesmo tempo em que o petróleo avança. O recorte ocorre após uma forte venda de ações de tecnologia nos EUA na semana passada e aumentos de preço do Brent devido a confrontos entre Irã e Israel.
Mercados asiáticos e europeus sob pressão
Na Ásia, bolsas recuaram com destaque para a Coreia do Sul, onde o Kospi caiu quase 9% em alguns momentos, com Samsung Electronics e SK Hynix liderando as quedas. No Japão, o Nikkei 225 recuou 3% e em Hong Kong o Hang Seng caiu 1,5%. A região é dependente de importações de petróleo.
Na Europa, Londres abriu em baixa de 0,4%. Entre as maiores quedas estão Rolls-Royce e a controladora da British Airways, IAG. Por outro lado, BP e Shell tiveram alta entre as grandes petrolíferas. Alemanha, França e Espanha também registraram queda de índices.
Tecnologia e petróleo no centro do movimento
As ações de empresas ligadas ao avanço da IA despencaram na abertura de negociação europeia. Na cena continental, Besi e ASML caíram, assim como Aixtron e Nokia, enquanto o Stoxx 600 recuou quase 0,9%.
O que mudou nos EUA e no gráfico de commodities
No fim de semana, o Nasdaq, com forte peso tecnológico, perdeu perto de 5% e o S&P 500 recuou 2% na semana, marcando a sexta-feira de ajustes para o setor. O Brent subiu quase 5%, para 97,60 dólares por barril, após os ataques no Oriente Médio envolvendo Irã e Israel.
Contexto econômico e visões de analistas
Mercados encaram maior possibilidade de alta de juros este ano, o que acende o temor de elevar custos de financiamento de grandes planos de capex das empresas de tecnologia. Analistas destacam que o ajuste pode sinalizar uma nova etapa de posicionamento, não o fim da narrativa de IA.
Riscos geopolíticos e impactos energéticos
Os receios sobre a reabertura do estreito de Hormuz aumentam, dada a importância estratégica do canal para o fluxo mundial de petróleo. A volatilidade acompanha o clima de tensões no Médio Oriente, com impactos diretos sobre mercados e custos de energia.
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