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ONS corta geração pela 1ª vez por excesso de oferta de energia

ONS corta geração de usinas pequenas pela primeira vez para manter equilíbrio do SIN com menor consumo durante o fim de semana prolongado

O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), pela primeira vez, o acionamento de plano emergencial, para garantir a segurança do sistema elétrico nacional em função da expectativa de um menor consumo de energia elétrica devido ao final de semana prolongado com o feriado de Corpus Christi. Em nota, o ONS afirmou que o acionamento do plano de gestão de excedentes para a operação foi realizado com “sucesso”.
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A primeira atuação do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) em um plano emergencial para gerenciar excedentes foi realizada neste fim de semana. A medida visa manter o equilíbrio do sistema elétrico nacional diante da expectativa de menor consumo, causada pelo feriado prolongado de Corpus Christi. O acionamento foi formalizado com sucesso, segundo o ONS.

A ação envolveu o desligamento controlado de geração de pequenas usinas para atender aos comandos do operador. Participaram usinas Tipo III, incluindo pequenas centrais hidrelétricas, usinas a biomassa e fontes solares e eólicas de menor porte gerenciadas pelas empresas.

O anúncio ocorreu no sábado, 6 de abril, com a solicitação de gerenciamento de 1.000 MW entre as 10h e as 14h. A energia correspondente seria suficiente para abastecer, em média, 2 a 4 milhões de pessoas, conforme a demanda regional.

Os distribuidores foram avisados no sábado e executaram as manobras necessárias para manter o equilíbrio do Sistema Interligado Nacional (SIN). Medidas operativas adicionais também foram adotadas para reduzir a geração no SIN, conforme o ONS.

Em tempo real, o ONS manteve contatos com os agentes do setor, coordenando a gestão de recursos disponíveis de acordo com a demanda social. A entidade afirma seguir atenta à nova realidade eletroenergética, assegurando segurança e eficiência.

Contexto e participantes

A medida foi aprovada pela Aneel em 2025, diante do crescimento da geração distribuída, especialmente de painéis solares em telhados. Em 2024, a geração distribuída chegou a 37,6% da demanda, o que exigiu ajustes significativos na operação do sistema.

Distribuidores com participação relevante na atuação preventiva incluem CPFL Paulista, Cemig, Energisa (MT), Copel, Elektro, Equatorial Goiás, Energisa (MS), Coelba, RGE, RDP Espírito Santo e Neoenergia Pernambuco. Juntas, respondem por cerca de 80% da capacidade instalada das usinas Tipo III.

Neoenergia, Copel e EDP afirmaram ter cumprido integralmente a determinação do ONS. As demais companhias foram contatadas pela reportagem, com posicionamento a ser divulgado pela Abradee.

A Abradee informou que as distribuidoras executaram os cortes conforme o estabelecido e que, após avaliação técnica, divulgará impactos e resultados do acionamento.

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