A OpenAI, criadora do ChatGPT, apresentou nesta segunda-feira, de forma confidencial, um pedido de IPO nos Estados Unidos. A empresa não divulgou valor nem termos, e informou que o cronograma ainda não está definido. A comunicacão ressalta que o processo pode demorar, pois alguns objetivos são mais fáceis com a empresa privada.
Segundo a Reuters, a OpenAI pode buscar uma avaliação próxima a US$ 1 trilhão para a estreia na bolsa. A notícia reforça a expectativa de que a empresa possa abrir o capital ainda neste ano, alinhando-se a outros nomes de alto crescimento no setor de tecnologia.
A era da IA na bolsa tem sido marcada por movimentos significativos. A Goldman Sachs projetou recorde de US$ 160 bilhões em arrecadação de IPOs nos EUA em 2026, caso grandes companhias ingressem ao mercado ainda neste ano.
Contexto do IPO e cenário de mercado
A SpaceX, de Elon Musk, foi a primeira a abrir o radar para IPO, buscando levantar até US$ 75 bilhões com uma avaliação de US$ 1,75 trilhão, o que, se confirmado, seria um recorde histórico. A OpenAI tem conduzido captação de recursos expressiva desde 2023.
No início deste ano, a OpenAI informou ter recebidos US$ 110 bilhões em investimento privado, com avaliação de US$ 840 bilhões, envolvendo investidores como SoftBank, Amazon e Nvidia. Na época, o ChatGPT tinha mais de 900 milhões de usuários ativos semanais.
O pedido de IPO acompanha renegociação da parceria com a Microsoft, um de seus primeiros investidores. A parceria permitiu novas colaborações com Amazon e Google, fortalecendo o ecossistema de IA da empresa.
A OpenAI também informou que, em março, gerava cerca de US$ 2 bilhões em receita mensal, com crescimento rápido frente a grandes empresas da era da internet. O ritmo é bem superior ao observado no final de 2024.
Estrutura, histórico e próximos passos
A Anthropic, concorrente da OpenAI, já revelou pedido confidencial de IPO nos EUA e levantou US$ 65 bilhões recentemente, com avaliação estimada em US$ 965 bilhões, situando-a como rival próxima.
Fundada em 2015 como organização sem fins lucrativos, a OpenAI criou uma unidade lucrativa em 2019 para financiar o desenvolvimento tecnológico. Em 2024, a empresa anunciou planos de transformar a estrutura em corporação de benefício público.
Essa reformulação chegou a provocar críticas do investidor inicial Elon Musk, que posteriormente processou a OpenAI, alegando transformação de finalidade da organização. O caso destacou tensões entre investidores e governance da empresa.
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