Duas a cada dez indústrias no Brasil já sofreram roubo ou furto de cargas rodoviárias, o que eleva o custo final dos produtos. A percepção de insegurança também pressiona as empresas a investirem em medidas de proteção para ativos transportados.
A pesquisa é da CNI (Confederação Nacional da Indústria) e aponta que 62% das indústrias dizem ter tido aumento nos custos finais devido às despesas com segurança no transporte. Dados complementares revelam impactos na inflação setorial e na competitividade.
O levantamento, realizado pela Nexus entre 12 de março e 7 de abril de 2026, ouviu 1.003 executivos de indústrias de pequeno, médio e grande portes em todas as regiões do país. A amostra contempla 503 empresas de pequeno porte e 500 de médio e grande porte.
Perigo na estrada
Entre as empresas que já sofreram roubo ou furto de cargas nos últimos cinco anos, 68% disseram que as ocorrências ocorreram em rodovias. Fios e cabos lideram os itens furtados (60%), seguidos por ferramentas (31%) e máquinas/equipamentos de produção (23%).
A maior parte dos respondentes (54%) considera prioridade aumentar o policiamento em áreas industriais como medida governamental. Em contrapartida, apenas 4% avaliaram que houve melhora no cenário de segurança nos últimos cinco anos.
Perigo cibernético
Além das ocorrências nas vias, as empresas registram incidentes cibernéticos como vazamentos de dados e ataques de ransomware. Cerca de 30% dos entrevistados relataram perdas financeiras diretas relacionadas a fraudes ou resgate de dados.
Para enfrentar a insegurança digital, as empresas adotam ações como backups regulares (75%), softwares de segurança (67%), políticas de acesso e senhas fortes (45%), treinamento de funcionários (38%) e contratação de equipes de cibersegurança (34%).
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